A Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar um esquema de fraude no levantamento de precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs). Um advogado é apontado como principal suspeito e teve dois mandados de busca e apreensão cumpridos em São Luís, além da suspensão do exercício da advocacia por decisão judicial.
De acordo com a investigação, o profissional teria usado sua condição para acessar sistemas do Judiciário e identificar processos com ordens de pagamento já expedidas. Em seguida, falsificava procurações em nome dos beneficiários, juntava os documentos aos autos e emitia certidões judiciais automáticas que o colocavam, de forma irregular, como procurador das partes.
Munido dessas certidões, o investigado se dirigia a agências da Caixa Econômica Federal, em São Luís, onde realizava saques indevidos dos valores liberados.
Até o momento, a PF estima um prejuízo superior a R$ 500 mil, mas o montante pode crescer à medida que alertas, cruzamentos de dados e novas diligências avancem. As apurações indicam que o esquema pode ter alcançado processos em diferentes estados, ampliando o alcance do dano.
Por que isso importa para quem tem precatório ou RPV?
Casos como esse reforçam a importância de verificar quem está habilitado no processo, acompanhar movimentações de pagamento e desconfiar de intermediações não transparentes. O crédito judicial é um direito do beneficiário — e deve ser tratado com segurança jurídica, rastreabilidade e controle.
Fonte: g1 Maranhão (28/01/2026).
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