Justiça bloqueia mais de R$ 11 milhões de recursos de prefeituras no Vale do Juruá por dívidas com Precatórios

O Tribunal de Justiça do Acre determinou o bloqueio de recursos de diversas prefeituras do Vale do Juruá, para garantir o pagamento de precatórios atrasados. A medida soma mais de R$ 11 milhões e preocupa gestores locais.

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Justiça bloqueia mais de R$ 11 milhões de recursos de prefeituras no Vale do Juruá

O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) determinou, nos últimos meses, o bloqueio de recursos financeiros de sete municípios acreanos, entre eles, vários do Vale do Juruá, para forçar o pagamento de dívidas com precatórios, aquelas requisições judiciais definitivas que não admitem mais recursos legais.

Valores bloqueados e municípios afetados

De acordo com os dados oficiais, entre agosto e outubro deste ano foram bloqueados mais de R$ 11 milhões no total. 

Alguns exemplos:

Município

Valor bloqueado aproximado

Situação informada

Cruzeiro do Sul

R$ 3.188.014,29

ordem em fase de resposta

Mâncio Lima

R$ 407.519,25

bloqueio cumprido integralmente 

Feijó

R$ 107.639,10

bloqueio cumprido integralmente

Senador Guiomard

R$ 4.691.642,97

ordem cumprida integralmente 

Os demais municípios incluem Brasiléia, Epitaciolândia e Sena Madureira, que também enfrentaram bloqueios ou ordens de bloqueio para pagamento de precatórios.

Reações e justificativas

O TJ-AC justifica que a medida busca assegurar o cumprimento das obrigações judiciais, protegendo o direito dos credores.

Por outro lado, gestores municipais alertam para os impactos financeiros. Prefeituras afirmam que herdaram dívidas de gestões anteriores e que o bloqueio compromete a capacidade de investimento e pagamento de outras obrigações. 

No caso de Cruzeiro do Sul, por exemplo, a prefeitura afirma que herdou mais de R$ 6 milhões em precatórios e outros R$ 8 milhões em dívidas trabalhistas de convênios antigos, o que tem pressionado as finanças municipais. 

Desafios para municípios do interior

A situação evidencia a fragilidade financeira de muitos municípios, especialmente no interior, que dependem fortemente de repasses federais e estaduais. 

O bloqueio de recursos pode inviabilizar obras, serviços públicos e comprometer salários se não houver cautela.

Além disso, a necessidade de seguir decisão judicial cria um dilema: pagar precatórios para evitar sanções ou deixar outros compromissos essenciais desassistidos. 

Muitos municípios estão em negociações ou impugnações judiciais para prorrogar ou reduzir os valores a serem bloqueados.

Fonte: Juruá Comunicação

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